
Sabe-se que a música produz endorfina, e outras substâncias que representam quimicamente o prazer, mas por que respondemos dessa forma aos estÃmulos sonoros intencionais?
A música mágica e misteriosamente nos encanta. Não são apenas tÃmpanos, bigornas e martelos vibrando, esses ossÃculos do prazer, mas são pensamentos que ressurgem, sentimentos que emergem, idéias que acordam. Muitas são as formas, estilos, mas é intrÃnseco do ser humano o gosto por qualquer representação artÃstico-sonora. Várias são as tribos, que ao seu modo, tem na música seu refúgio, sua diversão, sua identidade.
A música além do seu próprio significado, carrega consigo toda uma bagagem de representações e sÃmbolos, que forma, junto com o espectador, uma identidade. Através da música consegue-se, inclusive, se extrair um panorama sócio-econômico-polÃtico-cultural, do perÃodo em que a sonoridade está incluÃda, graças a relação tênue do seu criador, com a obra; pois representa completamente, as idéias, confusões e certezas em que o artista e seu grupo social vive.
Viciante, sedutora, delirante, prazerosa, e assim a música se apresenta, em cada um de seus acordes, que penetram no ouvido e reverberam em forma de gozo.